Embora Santo Antônio ainda seja considerada uma cidade pequena, um mal que atinge as grandes metrópoles também tem assolado essas terras. O tão comentado bullying, tem sido motivo de discussões em assembléias, conselhos estudantis e demais coletividades municipais.
Na Escola Estadual Patrulhense, esse problema é uma constante, vista que crianças e adolescentes que aprendem a ler e escrever antes dos 15 anos de idade, são alvos de piadas e até mesmo agressões físicas das classes majoritárias de analfabetos. Mães indignadas com a insustentável situação vexatória pelas quais seus filhos são expostos, tentaram entrar em contato com a direção da escola para solucionar o problema, no entanto a diretoria informou, que não possui recursos suficientes para manter a vigilância dessa minoria de jovens vitimizados.
Em entrevista, a mãe do aluno Paulo Ramos Fonseca de 14 anos, transferido no meio do ano de uma escola em Porto Alegre, informou:
“- Meu filho chega com o olho roxo todo dia em casa, os alunos batem e riem dele pois ele sabe ler e escrever, isso é muito triste. Esses dias tentaram abusar sexualmente dele pois ele sabia a fórmula de bhaskara.”
Contudo, o problema do bullying não se limita apenas aos jovens, a delegacia de polícia civil da cidade e o batalhão da brigada militar, registraram juntos em 2011, a totalidade de 45 ocorrência por lesão corporal, resultado direto do bullying em bailes e casas noturnas da região. Trata-se do denominado odonto-bullying, caso alarmante de injustiça com as minorias, dessa vez os alvos são pessoas que possuem a arcada dentária completa. O chefe da segurança do Canecão Club, Jorge Marreta de 38 anos, informou em entrevista, que embora tente intervir para ajudar essas pessoas, quando ocorrem os tumultos, eles sempre são minoria, e relata:
“ – Fica muito difícil para a equipe de segurança deter os banguelas furiosos, que são cerca de 90% da festa, nos até tentamos, mas sempre acaba alguém ferido.”
Enfim, esperamos que a prefeitura municipal tome alguma atitude sócio-educativa, já que os meios e recursos para prover a segurança pública não são suficientes para resguardar os direitos dos cidadãos patrulhenses.As diferenças entre as pessoas não podem ser consideradas defeitos, e se assim forem, devemos tomar atitudes mais enérgicas contra os discriminadores.

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